Abandonada há 50 anos, pavimentação de trechos da BR-367 pode começar este ano, segundo DNIT

by itlabs
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Obra está avaliada inicialmente em cerca de R$ 190 milhões, mas lei orçamentária só disponibiliza R$ 40 milhões

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a situação da BR 367 nos trechos: Ijicatu a Virgem da Lapa; Salto da Divisa – Jacinto – Almenara; Minas Novas – Virgem da Lapa, em Minas Gerais
O deputado Zé Silva (C) propôs a articulação da bancada mineira para destinar os R$ 190 milhões necessários para a conclusão do trecho 2 da BR-367. Comissão externa criada para fiscalizar obras públicas financiadas por recursos federais deverá acompanhar a pavimentação
Idealizada por Juscelino Kubitschek para ligar Santa Cruz Cabrália, na Bahia, a Gouveia, em Minas Gerais, a BR-367, na verdade, isola parte dos moradores por onde passa. Há trechos não asfaltados, cheios de buracos, com pontes de madeira improvisadas e sem sinalização. Sendo de terra, alguns trechos da rodovia sofrem com a erosão.

Após meio século, os moradores da região devem esperar mais quatro anos pela pavimentação dos trechos que cortam a região do Jequitinhonha, em Minas Gerais. São os trechos que passam por Salto da Divisa, Jacinto, Almenara e o que liga Minas Novas a Virgem da Lapa.

Em audiência realizada nesta quinta-feira (10) na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Luiz Antônio Ehret Garcia, informou que em fevereiro foi publicado um edital de contratação das obras do primeiro lote de pavimentação entre a divisa da Bahia até a cidade mineira de Jacinto. Ainda em maio (22), ocorrerá a licitação eletrônica no portal Comprasnet e o resultado deve sair no mesmo dia.

“E o lote 2, que seria chegando em Minas Novas, passando por Chapada do Norte, temos um projeto na Superintendência Regional de Minas Gerais, que está sendo feita uma atualização desse projeto e temos a intenção de, no segundo semestre de 2018, concluir o projeto para iniciar o processo licitatório”, disse.
Segundo o diretor do DNIT, o primeiro trecho prevê 61,6 quilômetros de pavimentação e está orçado em R$ 191 milhões. Mas na lei orçamentária o valor disponível é de R$ 40 milhões.

Casca de ovo
O material usado para as obras, de acordo com Luiz Antônio Ehret Garcia, não será a chamada “casca de ovo”. Ele garantiu que a rodovia será pavimentada com asfalto de 10 centímetros de espessura com base de solo com brita, mais resistente. Segundo ele, serão 3,6 metros de largura e acostamentos de 2,5 metros, o maior previsto nas normas técnicas do DNIT.

O deputado Zé Silva (SD-MG) afirmou que, para a conclusão do trecho 1 e o asfaltamento do 2, faltam R$ 360 milhões. Está prevista também a substituição de seis pontes em estado precário. Ele pediu a união de todos da região, a exemplo dos movimentos do Vale do Jequitinhonha, para fiscalizar a gestão da BR-367. Zé Silva propôs, ainda, a articulação da bancada mineira para destinar os R$ 190 milhões para a conclusão do trecho entre Virgem da Lapa e Minas Novas e mobilizar a Câmara para incluir no orçamento de 2019 os recursos para o trecho 2.

Projeto executivo
“Mas quem ficou 50 anos esperando, pelo menos uma certeza nós temos: de que nem projeto existia. Hoje tem o projeto executivo, nós sabemos quanto custa e quanto precisa para fazer essa obra, que é emblemática, tanto que ela foi idealizada por JK”, disse Zé Silva. O deputado ressaltou que a precariedade da BR-367 prejudica tanto o escoamento de mercadorias da região quanto a população local.

Na audiência pública na Comissão de Agricultura, foi sugerido o acompanhamento da pavimentação na BR-367 pela comissão externa criada na Câmara para fiscalizar obras públicas financiadas por recursos federais.

 

Agência Câmara

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