Biofábrica em Montes Claros, uma grande conquista    

by itlabs
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Silva (*)

Desde nossos trabalhos na gestão pública estadual, na Emater-MG ou na Secretaria de Estado de Agricultura, e sobretudo em nossas atividades parlamentares, participamos da busca de soluções econômicas e sociais para a região do semiárido mineiro, que abrange  principalmente o Vale do Jequitinhonha e o Norte do Estado.

No campo social, com o Programa Minas Sem Fome, executado pela Emater e do qual fomos gerente estadual, inovamos nos processos para inclusão social e combate a fome, tomando como eixo de sustentação do programa a implementação de projetos produtivos. Ou seja, a inclusão social se fazia com projetos comunitários de produção de alimentos, com lavouras, pomares, criação de aves, agroindústrias e fomento para a pecuária familiar.

A região do semiárido mineiro tem condições e obstáculos específicos, devido suas condições climáticas, regimes de chuvas e secas recorrentes. Conviver com essa situação, sem maiores prejuízos para a produção agrícola e outras atividades rurais, é um de seus grandes desafios. E todos sabemos que as ciências e as tecnologias são essencialmente as chaves para a superação desses desafios.

Nesse sentido, está em tramitação na Câmara Federal indicação de nossa autoria para criação da Universidade Internacional do Semiárido, a ser instalada em Montes Claros, a “capital” do Norte de Minas. Entendemos que uma universidade, fonte de conhecimentos e pesquisas,  é um passo importante e indispensável para encontrar soluções, arranjos e inovações viáveis para sustentar a economia e o desenvolvimento rural sustentável na região do semiárido.

E ali mesmo, em Montes Claros, estivemos recentemente participando e comemorando uma conquista extraordinária graças ás ciências e tecnologias: a instalação no Instituto de Ciências Agrárias da UFMG de uma biofábrica para produção de mudas resistentes ás condições do semiárido, utilizando processos de biotecnologia. Para atender milhares de agricultores de toda a região, serão produzidas mudas frutíferas, palmas forrageiras e outras plantas resistentes naquelas condições regionais.

Estivemos engajados em todas as etapas desse grande projeto, que recebeu inicialmente R$ 800 mil de investimentos do Governo federal. Agora, estabelecidas essas condições iniciais, o desafio é a criação e implementação de politicas públicas e gestão que transformem tudo isso em produção de alimentos, geração de renda e oportunidades de trabalho para a população do semiárido mineiro.

 

 

 

 

(*) Zé Silva é agrônomo, extensionista rural,

deputado federal pelo Solidariedade/MG

 

 

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