Deputado Zé Silva defende que o governo precisa criar estímulos que mantenham o jovem no meio rural

by itlabs
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DSC 0781 500x332O Brasil paga pela desvalorização do meio rural: Um campo sem gente e cidades inchadas, violentas e cheias de mazelas sociais, deputado Zé Silva

 

O plenário da Câmara dos Deputados reuniu na manhã de quarta – feira (19), durante comissão geral, representantes do setor agropecuário, agricultura familiar, parlamentares, representantes de instituições ligadas ao setor, para discutir a importância de incentivos para 4 milhões de agricultores que, junto com suas famílias, respondem pela produção de quase metade (49%) dos alimentos da cesta básica e necessitam ter condições para manter suas famílias no campo, além de debater os desafios da agricultura familiar, das dificuldades na sucessão de pequenas propriedades, a manutenção dos jovens no campo e também da aposentadoria do trabalhador rural.

 

O deputado Zé Silva, afirmou durante o seu discurso que é indispensável a reflexão do modelo do desenvolvimento que o Brasil adotou. “Não quero culpar nenhum dos governos, acho que todos têm uma dívida histórica.Nós do parlamento e as organizações sociais temos a responsabilidade de ajudar a corrigir. No final da década de 70, 85% das pessoas viviam no campo, migraram para as cidades, chegando a 85% da população urbana,com o sonho de uma vida melhor. O campo não proporcionava melhoria na vida dos que ali vivia, vim da roça e tive a oportunidade de fazer um curso superior, outros saem do campo com esse sonho que acabam se tornando um pesadelo, porque não tem acesso a creches, universidades, hoje o que vemos é um campo sem gente e as cidades inchadas e violentas com muitas mazelas sociais”, disse.

 

Deputado Zé Silva, explicou que viveu uma grande parte da sua juventude no campo.”Na cidade tive a sorte de poder fazer um curso superior. A maioria dos sonhos dos jovens e das crianças do campo vira pesadelo, porque os pais não conseguem sequer uma creche para deixar os filhos e irem à procura de um emprego para o sustento de suas famílias. O Brasil paga caro por isso hoje: um campo sem trabalhador e as cidades inchadas, violentas e cheias de mazelas sociais.

 

Para enriquecer os trabalhos da comissão geral, o deputado Zé Silva, membro da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, idealizadora da Comissão, convidou , o presidente da Emater/MG, Glenio Martins e o diretor da Anater, Ricardo Demicheli, que apresentaram as ações referente ao fortalecimento da agricultura familiar.

 

“Para termos uma agricultura familiar fortalecida, precisamos de investimentos públicos e massivos. Destacamos cada vez mais ampliar a participação do crédito fundiário rural, e, obviamente, gente, tudo isso necessita de muitas parcerias. No momento em que o Estado, o Munícipio e a União atravessam dificuldades econômicas, é muito importante estarmos juntos, principalmente com ações inovadoras e o apoio dos prefeitos”, Glenio Martins.DSC 0774 400x233

 

Na avaliação do diretor da Anater Ricardo Demicheli é fundamental o reconhecimento da importância da agricultura familiar pela sociedade brasileira, como base das nossas conquistas. “Sabemos que a agricultura familiar, antes da década de 90, não tinha o reconhecimento que há hoje. Muito evoluímos a partir da criação do PRONAF, de políticas públicas voltadas para a agricultura familiar, que se desmembraram entre as diversas categorias-jovem rural, mulher rural, quilombolas, pescadores. Ela foi se consolidando e hoje há um melhor reconhecimento, mas ainda longe do seu merecimento. DSC 0765 400x267A agricultura familiar é a base da segurança alimentar nacional”, explica o diretor administrativo da Anater

 

“Atuei como extensionista, presidente da EMATER, Secretário de Agricultura do Estado de Minas Gerais e cheguei no Congresso Nacional, porque sei que é nesta Casa que são feitas as transformações, como, por exemplo, garantir para o campo, os direitos sociais que as cidades conquistaram. Os nossos jovens não têm acesso ao lazer, a qualificação e ao trabalho, por isso, deixam o campo. Desse modo, não acontece a sucessão, que é um ponto estratégico e desafiante para todos nós”, explica Zé Silva.

 

“Apesar da maior conquista que tivemos ser o Pronaf, que atualmente conta com R$ 30 bilhões disponíveis e atende a 1,3 milhão famílias, seriam necessários, no mínimo, R$ 60 bilhões para que todos os agricultores familiares sejam atendidos”, disse o Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura Familiar, Alberto Broch.

 

O deputado Zé Silva, destacou que o extensionista talvez seja a primeira ou a última esperança de um agricultor ter acesso às políticas públicas do Governo.

 

O deputado Zé Silva destacou que o agricultor que não recebe nenhum tipo de assistência técnica tem um valor bruto da produção por hectare, de pouco mais de 600 reais. Já aquele que tem acesso à assistência técnica ocasional, já passa para 1.300 reais e, se ela for planejada, regular e intensa, passa para 2300 reais. “Um dos principais desafios é garantir aos mais de dois milhões de agricultores, assistência técnica pública de qualidade. Perdoem-me os colegas extensionistas, das EMATER’S e das entidades que atuam na assistência técnica, mas hoje atuamos muito mais como despachantes de crédito e políticas públicas do que fazemos assistência técnica verdadeiramente, faltam extensionistas”, explica Zé Silva.

 

Deputado destaca que o último concurso da Emater Minas Gerais, para contratar extensionista rurais ocorreu em 2004. “Nas empresas dos outros estados,a maioria faz 20 anos que não se contrata um novo extensionista”. Então, como vamos conseguir atender os agricultores?

 

Outro ponto relevante no discurso do deputado refere-se a importância da preservação da águas, explicando que o extensionista pode auxiliar os produtores na preservação da água em suas propriedades, exaltando um grande escritor brasileiro, que tratava do tema em suas obras. “Faz 60 anos que o mineiro Guimarães Rosa escreveu a maior obra do Brasil, no meu ponto de vista, Grande Sertão Veredas. E, nas veredas por onde Guimarães passou, no Cerrado, nos gerais, os geraizeiros estão vendo que possivelmente as gerações futuras, não terão água para produzir”, explica.

 

Zé Silva explica que o maior desafio para os agricultores permanecerem no campo, além dos mesmos direitos conquistados pelas cidades, é garantir água. ”Exemplifico o grande problema da falta de água no norte de Minas, no Jequitinhonha, nos estados do Nordeste brasileiro e principalmente nos assentamentos. Há, hoje, 1 milhão de assentados, destes 175 mil sem casa e 80% não têm água para beber. Então, esses são desafios que nós, sozinhos, aqui no Congresso, talvez não vamos resolver”.

 

O deputado Zé Silva preside a Frente Parlamentar de Extensão Rural, é membro das comissões de agricultura e meio ambiente na Câmara dos Deputados e membro da Frente Parlamentar da agropecuária, conclui afirmando que debater o assunto é de extrema relevância para o fortalecimento e desenvolvimento rural.DSC 0736 400x266

 

“Após a realização desse importante debate, é preciso ação concreta, como a realizada após a comissão geral da renegociação das dívidas em setembro do ano passado, nós conseguimos aprovar a Medida Provisória nº 733, que trará aos agricultores um alivio quanto à renegociação. Deixo a minha proposta para que haja uma ação concreta, para nós não debatermos e, depois, não termos como, resolver os desafios, as proposições que a agricultura familiar brasileira precisa e que o Brasil muito mais”, conclui o deputado Zé Silva.

 

Para finalizar o deputado Zé Silva, afirma que seguirá defendendo a valorização da agricultura familiar com mais recursos no orçamento e com políticas públicas que atendam a todos.

 

Imagens: http://migre.me/viUff 

 

Vídeo discurso: http://migre.me/viUgu 

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